sábado, 29 de dezembro de 2007

Escuridão

O que me seduz na escuridão nao é a impossibilidade de ver, mas sim o mistério contido no fundo de negror. Na treva sem fim guarda a calidez do mar. Não existe perfeição, não existe essência... Não existe luz. Nada de porta no início e feixe brilhante no final. Perde-se, estar perdido, não importa.

Angústia para os pacíficos, desespero para os esperançosos. Todos sentimentos criados, moldados para constituir um corpo vazio, desprovido de vontade. Viver ou morrer tanto faz no final. Tudo não passa de um sonho, de ilusão, de memória; tudo não passa de escuridão.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Vazio

- Estou cansado de esperar por nada. Porém, em minha realidade o nada toma forma, tem cheiro e ganha cor.
- Então, o nada não é mais o vazio. Pois, tu mesmo disseste que tem forma, cor e cheiro. Logo, aonde posso encontrá-los?
- Das folhas, que caem das árvores uma trilha se faz, segue-a, e encontrará o que procura.
- Mas, como eu posso seguir o caminho de folhas mortas, folhas que perderam o verde e o brilho. Pois, aquele verde vida virara uma amarelo doente que, em seguida virou um marrom quebrado. Enfim, e eu que nem estou vivo, doente e quebrado, como posso segui-lo?
- Tu mesmo já respondeste. Se não estás: vivo, doente e quebrado. Logo, estás vazio. Tu és o vazio, que tem forma, cor e cheiro.
Ano novo


Tento renovar desejos e intimidades na esperança que a humanidade ou ser humano não morra dentro de mim, e nem se perca dentro dessa alma, que habita este corpo. Já que este espírito encontra tantas definições para dizer o que é, talvez, eu possa encontrá-la também. Afinal, o que procuro?
Escrevo na esperança, que as perturbações que afligem o meu ser acalmem-se, pois nada posso fazer senão pegar grafite e papel. Nada posso fazer. Nas loucuras e devaneios, que revoltam minha cabeça nada parece mais claro.