Enterrado
As ripas de madeira cercam meu túmulo. Os vermes formam um câncer, enquanto devoram minha carne, mexendo e remexendo meus órgãos podres. Os ratos me visitam, fazendo cócegas em meus dedos sujos de terra, encontrando de baixo das unhas, carne fresca. Minha boca vomita podridão, soltando miasmas. O pouco que resta são meus olhos dilatados, que assistem imóveis meu corpo dilacerado virar adubo.

Um comentário:
Um primo de cubas ou o irmão de Poe? Amei! Esse relato me deu calafrios!!!
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