Ano Novo
Havia alegria e melancolia no Ano Novo. Chovia pouco. A água não incomodava. Misturava-se a cachaça deixando-a leve e saborosa. Pontos de festa espalhavam-se. Entre eles: espaços vazios. Os espaços vazios eram mórbidos e taciturnos. Tinham mais significado num dia onde era difícil aceitar sua existência. Ali estavam em toda sua grandeza: uma praça, uma rua, um corredor. Vazio vivo e pulsante. A felicidade sempre incomoda quando colocada ao lado da miséria alheia.

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